O segundo maior segmento industrial sul-mato-grossense foi o de celulose, papel e produtos de papel, responsável por 27,8% do VTI estadual. Na sequência aparecem os setores de biocombustíveis e derivados de petróleo, com participação de 20,2%.
Juntos, os três segmentos concentram quase 80% da transformação industrial de Mato Grosso do Sul, mostrando uma estrutura produtiva fortemente ligada ao agronegócio e ao aproveitamento de matérias-primas produzidas no próprio Estado.
O perfil industrial de Mato Grosso do Sul também se diferencia parcialmente dos demais estados do Centro-Oeste. Em Goiás, os produtos alimentícios representam 43% do VTI estadual, enquanto em Mato Grosso a participação chega a 46,7%. Em território sul-mato-grossense, porém, a forte presença da indústria de celulose contribui para uma matriz industrial mais diversificada.
No ranking nacional, o Sudeste concentrou 60,3% do VTI industrial, seguido pelo Sul, com 19,1%, Nordeste, com 8,4%, Norte, com 6,3%, e Centro-Oeste, com 6%.
Segundo o IBGE, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul refletem a crescente importância da agroindústria brasileira, especialmente nos segmentos de alimentos e combustíveis renováveis.
A fabricação de produtos alimentícios também lidera a indústria brasileira. O segmento respondeu por 17,2% do VTI nacional e aparece como a principal atividade industrial em 18 das 27 unidades da federação, incluindo Mato Grosso do Sul.
(Foto: Tânia Rego, Agência Brasil)
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