Ainda conforme Riedel, a discussão política deve estar voltada para resultados concretos para a população. “A gente precisa promover esse equilíbrio, essa estabilidade que o Mato Grosso do Sul alcançou, com harmonia institucional e discussão séria sobre os assuntos do Estado, sem o jogo do poder puro e simples pelo poder”, declarou.
Ao comentar a participação em reuniões com representantes da Câmara de Comércio Brasil-França e empresas europeias, agenda que participou na segunda-feira (8), o governador destacou que MS ocupa posição estratégica nas discussões internacionais sobre segurança alimentar, sustentabilidade e transição energética. “Mato Grosso do Sul está no coração dessa discussão. Tudo o que a gente está vendo aqui de comércio exterior e de geopolítica tem tratado de segurança alimentar, de transição energética, de sustentabilidade e das relações entre países e mercados”, disse.
Ele ainda ressaltou que o crescimento econômico do Estado depende da manutenção e ampliação das relações comerciais internacionais. Segundo ele, o governo estadual tem investido em educação, infraestrutura e qualificação profissional para aumentar a competitividade e atrair novos empreendimentos. “Sentamos com grandes empresas que já estão presentes no Estado e com outras que querem vir para o Estado. Foi uma excelente oportunidade para garantir o desenvolvimento futuro a partir desses investimentos”, afirmou.
Com relação ao etanol de milho e ao cenário internacional, Riedel comentou as preocupações do setor de biocombustíveis diante de possíveis restrições comerciais envolvendo o etanol de milho. “A maneira como o governo americano tem se posicionado torna o ambiente mais difícil, do ponto de vista comercial, pela intempestividade. Mas nós temos produtos que não sairão da agenda global de energia e de alimentos”, afirmou.
Riedel destacou o avanço de mercados internacionais para combustíveis renováveis e apontou oportunidades para Mato Grosso do Sul em segmentos como biometano, biomassa e até data centers abastecidos por energia limpa. “A gente tem que estar muito antenado nos movimentos globais, que estão tensos e rápidos. Os próximos cinco anos vão ser extremamente desafiadores, o que aumenta ainda mais a necessidade do equilíbrio, da assertividade e do preparo das lideranças políticas”, concluiu.
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