A vítima mais recente é um homem de 68 anos, que estava internado no Hospital Universitário desde o dia 15 de maio e morreu em 3 de junho. De acordo com o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), ele apresentava comorbidades, entre elas, doença respiratória crônica e diabetes.
MS concentra 61% das mortes no Brasil
Considerado o epicentro da chikungunya no país, Mato Grosso do Sul concentra 61,1% das 36 mortes registradas nacionalmente em 2026. O Estado também acumula 12.864 notificações da doença.
Os demais casos ocorreram em Minas Gerais (2), Goiás (2), São Paulo (3), Pernambuco (2), Rondônia (1), Roraima (1), Mato Grosso (1) e, por fim, Bahia (1).
Somente Dourados responde por 38,9% dos óbitos do Brasil e por 63,6% das mortes registradas em território sul-mato-grossense. Neste ano, o município contabilizou 9.333 notificações de chikungunya. Desse total, 4.951 casos são considerados prováveis, 4.545 foram confirmados, 406 seguem em investigação e 4.382 foram descartados, conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira.
Atualmente, 29 pacientes permanecem internados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade dos exames é de 50%, indicando que metade das pessoas testadas com sintomas teve diagnóstico confirmado de chikungunya.
Dos 14 óbitos registrados em Dourados, dez ocorreram entre indígenas. Entre as vítimas estão três bebês — de 48 dias, um mês e três meses de idade —, uma criança de 12 anos e dez adultos, em sua maioria idosos, com idades entre 29 e 82 anos.
Além das mortes já confirmadas, quatro óbitos seguem sob investigação. Os casos envolvem uma mulher de 74 anos com doença renal crônica e hipertensão arterial; um homem de 71 anos com diabetes mellitus; um homem de 43 anos sem registro de comorbidades; e um indígena de 19 anos, que morreu no Hospital da Missão em 29 de maio.
O que é a chikungunya

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Foto:Arquivo
Midiamax
