Sobre os impactos nos cerca de 1,5 mil km de fronteira de MS com a Bolívia e o Paraguai, o governador afirma que a região deve ser beneficiada: “O governo federal deve reforçar suas ações, especialmente por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das forças de inteligência nas fronteiras”.
Ainda, Riedel reforçou a necessidade de avançar no combate ao crime organizado: “Somos intransigentes e continuaremos a ser no enfrentamento ao crime organizado. É fundamental que o Estado mantenha o controle territorial, impedindo que facções criminosas se estabeleçam. Não permitiremos que isso ocorra em território sul-mato-grossense.”
Os Estados Unidos informaram que o PCC e o CV são “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Parte da justificativa para a classificação como organizações terroristas é que a atuação destes grupos ultrapassa as fronteiras do Brasil.
Fronteira de MS no radar da CIA
A classificação dos EUA vai colocar a CIA (agência de espionagem) no jogo. Agora, a abordagem muda para o assunto de segurança nacional para os EUA. Assim, a CIA pode conduzir operações de espionagem sigilosas, com interceptações cibernéticas por atélite e infiltrações que não precisam passar por processo judicial público.
Conhecido por ser ‘porta de entrada’ de armas e drogas no Brasil através de seus 1,5 mil km de fronteira seca com a Bolívia e o Paraguai, Mato Grosso do Sul pode sofrer impactos com a decisão. As duas facções brasileiras disputam o comando da fronteira em MS.
O próprio Paraguai já havia classificado PCC e CV como organizações terroristas.
A faixa de fronteira de MS pode ser foco de um forte sistema de ‘vigilância invisível’ por parte dos EUA, que dispõem de satélites militares e drones de alta vigilância voltados para contraterrorismo.
Pistas de pouso clandestinas, como as usadas por Gerson Palermo para desembarcar cocaína em solo sul-mato-grossense, passarão por uma varredura pelas Forças Armadas dos EUA.
