O ataque atingiu a localidade de Mashghara, no Vale do Bekaa, no fim da noite de segunda-feira, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, mantida pelo Estado.
A ofensiva ocorreu depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar que autorizou ataques mais intensos contra o grupo militante Hezbollah em todo o território libanês. As Forças Armadas de Israel não comentaram esse ataque específico, mas disseram na segunda-feira que miravam infraestrutura do Hezbollah no leste do Líbano.
Socorristas dizem que uma dúzia de corpos foi retirada dos escombros após uma intensa onda de ataques durante a madrugada, que atingiu áreas do sul e do leste do Líbano.
A intensificação dos ataques ocorre três dias antes de delegações militares do Líbano e de Israel estarem previstas para se reunir em Washington para conversas diretas.
O Hezbollah vem atacando tropas israelenses no sul do Líbano e localidades do norte de Israel e prometeu manter os confrontos até que Israel interrompa seus ataques aéreos diários e retire suas tropas do país.
Nas últimas semanas, o Hezbollah tem alegado usar novos drones de fibra óptica que, segundo o grupo, as tropas israelenses têm dificuldade de interceptar, atingindo tanto militares israelenses quanto vilarejos próximos à fronteira norte.
Israel atualizou suas diretrizes de defesa diante dos desdobramentos recentes nas áreas do norte e orientou a população a evitar grandes aglomerações.
“O que isso exige de nós agora é aumentar os golpes, aumentar a intensidade. Nós os golpearemos sem piedade”, disse Netanyahu em um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira, antes dos ataques.
O governo libanês espera que as conversas diretas com Israel – às quais o Hezbollah se opõe – levem a um cessar-fogo.
Mais de um milhão de pessoas no Líbano foram deslocadas pela guerra, iniciada após o Hezbollah disparar foguetes contra o norte de Israel em 2 de março, em solidariedade ao Irã.
Desde o início do conflito, 3.185 pessoas no Líbano foram mortas em ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde libanês. Outras mais de 9.600 ficaram feridas.
A intensificação dos bombardeios aumentou, no Líbano, o temor de uma retomada de uma guerra em larga escala, deixando a capital exposta novamente a possíveis ataques. Fonte: Associated Press.
(Foto: Reprodução/X)
Agência Estado
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