Escândalo no Detran-MS: investigação revela fraudes em registros de semirreboques
Uma apuração conduzida pela Corregedoria do Detran de Mato Grosso do Sul revelou um cenário preocupante de irregularidades no cadastro de semirreboques. Documentos internos indicam que milhares de registros foram adulterados de forma indevida, especialmente com mudanças estruturais nos veículos inseridas diretamente no sistema, sem qualquer verificação presencial.
O problema veio à tona após o órgão identificar a inclusão de caminhões oriundos de outros estados em sua base de dados, com modificações como troca de propriedade, atualização cadastral e até alteração de características técnicas. Em vários episódios, donos dos veículos afirmaram que nunca estiveram em território sul-mato-grossense, o que reforça a hipótese de inserção fraudulenta de informações.
Entre as irregularidades mais recorrentes está a inclusão de eixos adicionais — prática que aumenta a capacidade de carga dos veículos e, consequentemente, o potencial de lucro no transporte. Sem passar por inspeção adequada, essas mudanças acabam sendo “regularizadas” apenas no sistema, burlando normas técnicas e exigências legais.
O levantamento inicial aponta que as ocorrências começaram a ser registradas a partir de 2022 e já somam aproximadamente 2 mil casos analisados. Diante dos indícios de crimes, como falsidade de dados e possível atuação articulada, a situação foi encaminhada também à Polícia Civil, que dará sequência à investigação criminal.
Para sustentar as apurações, o Detran-MS tem recorrido a bases nacionais de monitoramento, como o sistema Córtex, que permite rastrear a circulação dos veículos. A estratégia é confrontar datas e locais, evidenciando situações em que caminhões teriam sido “vistoriados” no Estado enquanto estavam em outras regiões do país.
Conforme o órgão, as práticas irregulares foram contidas a partir de 2024, após a adoção de mecanismos mais rigorosos de controle, como a vistoria eletrônica e a implantação do MAC (Mecanismo Anticorrupção), desenvolvido internamente para reforçar a segurança dos processos.
*Com Informações do Campo Grande News
Foto: Ilustração
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