Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Vorcaro tenta firmar um acordo de colaboração após ter sido alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a suspeita de tentativa de interferência nas investigações relacionadas à instituição financeira que ele fundou.
A defesa agora trabalha na coleta de documentos e informações que devem embasar a proposta de delação. Esse levantamento pode levar cerca de 45 dias, antes do início dos depoimentos.
Com o material em análise, a Polícia Federal vai avaliar se há conteúdo relevante e inédito que justifique o avanço do acordo. Entre os pontos esperados estão a citação de outros envolvidos, possíveis conexões com organizações criminosas e a identificação de beneficiários de fraudes financeiras.
Investigadores também querem esclarecer se houve participação ou apoio de agentes políticos no esquema.
Caso a colaboração seja considerada consistente, a delação poderá avançar oficialmente. Após essa etapa, a defesa pretende solicitar a substituição da prisão por medidas como domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica.
Nos bastidores, as apurações também indicam possíveis conexões entre o sistema financeiro e práticas de lavagem de dinheiro, o que pode ampliar o alcance das investigações — inclusive com reflexos diretos em Mato Grosso do Sul.
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