MS entra em alerta: 12 municípios já vivem epidemia de chikungunya
O Mato Grosso do Sul já contabiliza 12 municípios em situação de epidemia de chikungunya, conforme critérios do Ministério da Saúde. A classificação ocorre quando a incidência ultrapassa 300 casos prováveis por 100 mil habitantes — patamar já atingido em diversas cidades do estado.
De acordo com o infectologista Julio Croda, esse é o parâmetro técnico utilizado para caracterizar a epidemia. Embora o índice ainda não tenha sido alcançado em todo o estado, a disseminação da doença preocupa autoridades de saúde.
Atualmente, Mato Grosso do Sul soma 3.058 casos prováveis, com incidência de 110,9 notificações por 100 mil habitantes. Mesmo abaixo do nível epidêmico geral, o estado lidera o ranking nacional, à frente de Goiás e Rondônia, ambos com incidência de 84,4 casos por 100 mil habitantes.
Os dados constam em boletim da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, que também aponta 1.452 casos confirmados e seis mortes pela doença — cinco em Dourados e uma em Bonito.

Dourados em situação epidêmica
Apesar de concentrar a maioria dos óbitos no estado, Dourados ainda não era considerada área de epidemia até o último boletim estadual, divulgado em 25 de março, quando registrava 553 casos prováveis e incidência de 227,2 por 100 mil habitantes.
No entanto, o cenário mudou rapidamente. Um novo informe epidemiológico divulgado neste domingo (29) pela Secretaria Municipal de Saúde elevou significativamente os números: o município passou a contabilizar 2.201 casos prováveis, com incidência de 904,3 por 100 mil habitantes — índice que já configura situação epidêmica.
O avanço acelerado da doença reforça o alerta das autoridades para intensificação das medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da chikungunya, dengue e zika.
Situação preocupa no interior
A maior concentração de casos está em cidades do interior, especialmente nas regiões sul e norte do estado. Em alguns municípios, a incidência já ultrapassa 2 mil casos por 100 mil habitantes, evidenciando a rápida disseminação do vírus.
Diante do cenário, órgãos de saúde reforçam a importância da eliminação de água parada, uso de repelentes e busca por atendimento médico ao surgimento de sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga.
Dourados Agora
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