O valor da gasolina subiu em todo o Estado e chega a R$ 7,85 em Dois Irmãos do Buriti. Nas quatro maiores cidades do interior de MS – Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã e Dourados – o preço médio do litro é R$ 6,57. No Brasil, a média é de R$ 6,30. Na Capital, também houve aumento expressivo desde a semana passada.
Na terça-feira (10), a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) solicitou que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) analise os aumentos no Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Isso ocorreu após sindicatos, equivalentes ao Sinpetro-MS nesses estados, reclamarem de elevação dos preços por parte das distribuidoras, sob justificativa de alta no preço internacional do petróleo, associada à guerra no Oriente Médio, mesmo sem aumento por parte da Petrobras.
Ao Jornal Midiamax, o presidente do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto, disse não ter informações sobre especulação por parte das distribuidoras. No entanto, o sindicato reclama da entrega de produtos. “Todas as distribuidoras estão com dificuldades em atender os volumes solicitados pelos postos, estão em adequação de estoque, para poder atender a todos”, afirma Lazarotto.
A reportagem perguntou à Senacon, ao Cade e ao Procon-MS se serão realizadas fiscalizações relacionadas ao aumento do preço dos combustíveis no Estado e aguarda resposta.
Confira a nota do Sinpetro-MS
“O Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul) manifestou preocupação diante das recentes oscilações e reajustes nos preços dos combustíveis praticados pelas distribuidoras.
A entidade informou que está encaminhando informações e acompanhando a situação junto aos órgãos de fiscalização e defesa do consumidor, como o Procon-MS e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), com o objetivo de garantir transparência e esclarecimentos sobre as condições de fornecimento e a formação dos preços no mercado.
O sindicato ressalta que, no Brasil, os preços dos combustíveis são livres em todos os elos da cadeia de comercialização — incluindo refinarias, importadores, distribuidoras e postos revendedores. Cada agente econômico define seus valores conforme estratégias comerciais e condições de mercado.
Nesse contexto, os postos revendedores não têm ingerência sobre os preços definidos pelas distribuidoras, adquirindo o combustível com valores já estabelecidos nas bases de distribuição, o que influencia diretamente o custo de reposição dos estoques.
Por fim, o Sinpetro-MS destaca que os postos dependem da regularidade no fornecimento e da previsibilidade nas condições comerciais para garantir o abastecimento normal à população“.
Midiamax
