Fiems tenta barrar CPI sobre contratos milionários na Assembleia de MS
A proposta de CPI surgiu após a abertura de um inquérito civil pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Fiems com empresas fornecedoras.
Diante da investigação, deputados estaduais iniciaram articulação para formalizar o pedido de criação da comissão. Para que a CPI seja protocolada, são necessárias pelo menos oito assinaturas, o equivalente a um terço dos 24 parlamentares da Casa.
Além da articulação pela CPI, foi encaminhado requerimento à Confederação Nacional da Indústria (CNI) solicitando informações sobre medidas de transparência, governança e controle institucional no Sistema Indústria, especialmente em relação às denúncias envolvendo a Fiems.
A investigação do Ministério Público envolve contratos firmados com as empresas Inovaseg Comercial de Equipamentos e Serviços Ltda. e Souza Alves & Cia Ltda., que possuem os mesmos sócios, Diogo de Souza Alves e Evanildo Albuquerque da Rosa, caracterizando um mesmo grupo econômico.
O MPMS apura se houve direcionamento nos processos de contratação ou eventual participação de funcionários ou dirigentes da federação para facilitar a escolha das empresas.
Levantamento identificou contrato firmado entre a Fiems e a empresa Souza Alves & Cia, com vigência entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023, no valor de R$ 405.736,30. Outro contrato com a mesma empresa foi firmado no valor de R$ 514.799,95, além de dois acordos semelhantes que somam cerca de R$ 352.999,98.
Já a empresa Inovaseg possui três contratos com a federação que, juntos, ultrapassam R$ 500 mil. O maior deles é de aproximadamente R$ 405 mil e outro gira em torno de R$ 98 mil.
Somados, os contratos investigados ultrapassam R$ 1,8 milhão. O caso segue sob investigação do Ministério Público e pode ganhar novos desdobramentos caso a CPI seja oficialmente instaurada na Assembleia Legislativa.
O deputado estadual Zeca do PT lamentou o fato e criticou a Fiems pela tentativa de tentar calar o trabalho do Poder Legislativo. “Penso que essa atitude é puro desespero da diretoria da Fiems com o que pode acontecer com a abertura de uma CPI”, declarou Zeca do PT ao jornal Correio do Estado, explicando que, após receber o estudo técnico, o desafio será conseguir mais cinco assinaturas para apresentar o requerimento à mesa diretora da Casa de Leis.
*Com informações do Correio do Estado
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