Com isso, o Jornal Midiamax fez um compilado de acontecimentos deste final de semana no setor policial, para você continuar por dentro de tudo que aconteceu no Estado.
Sexta
Entre os casos de feminicídio em março, está o de Liliane de Souza Bonfim Duarte de 52 anos, que morreu na sexta-feira (6). Liliane foi agredida a golpes de marretas cometidas pelo então marido Elianderson Duarte, militar do Corpo de Bombeiros. O caso aconteceu na terça-feira (3), em Ponta Porã, a 295 quilômetros de Campo Grande.
O homem segue preso no Presídio Militar Estadual na quinta-feira (5).
Também na sexta-feira, Valdir Aparecido Vieira, de 57 anos morreu após ser agredido a pauladas. O caso aconteceu no distrito de Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante, cidade a 160 quilômetros de Campo Grande.
Conforme informações policiais, as agressões aconteceram próximo a um abr. O suspeito é um homem de 31 anos que foi preso em flagrante e alegou legitima defesa. O autor afirmou que a vítima estava armado com uma faca.
Sábado
- Véspera do dia internacional da Mulher, Mato Grosso do Sul registrou mais um feminicídio. Dessa vez, o crime aconteceu em Anastácio, a 140 quilômetros de Campo Grande. Conforme informações policiais, Leise Aparecida Cruz, foi morta asfixiada pelo então companheiro, na sexta-feira (6). Contudo, foi apenas no sábado constatado que Leise foi vítima de feminicídio e se tornou a 6ª vitima do crime em MS.
Conforme informações, o homem teria asfixiado a vítima e insinuado que a mesma tinha tirado a própria vida. Ele mesmo chamou o Corpo de Bombeiro, segundo a primeira versão apresentada aos policiais. Entretanto, no dia seguinte, o homem afirmou que teria asfixiado a mulher.
- Em Campo Grande, um capotamento no anel viário resultou na morte de uma mulher de 78 anos. A idosa estava com uma criança que ficou presa as ferragens. Conforme informações, a mulher teria tentado desviar de um buraco na via, após fazer o desvio, a mulher voltou para a faixa da direita acabou perdendo o controle da direção. O Corpo de Bombeiros tentou reanimar a idosa, mas ela não resistiu.
- Ainda em Campo Grande, um ciclista foi atropelado na manhã de sábado na Avenida Gunter Hans, por uma camionete. Cassemiro Martins, de 71 anos não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa.
Conforme relato de testemunhas, ao ser atingido, Cassemiro teria batido a cabeça e ficou inconsciente.
- No sábado, Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, morreu após sofrer convulsões durante uma discussão com então namorado. O caso aconteceu na tarde de sexta-feira (6), no bairro Paulo Coelho Machado.
Conforme informações, o namorado da mulher afirmou que a jovem teria ingerido água com cocaína após a discussão. Com isso, Ludmila teria começado a apresentar mal-estar e pediu para que uma vizinha chamasse o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). De acordo com o namorado, a jovem pediu para que ele a levasse para o banheiro, após sair do banho a jovem começou a sofrer convulsões, e com isso bateu o rosto na porta do quarto.
Amigos e familiares contestam a versão do namorado, afirmando que a relação dos dois há histórico de agressões e até mesmo boletim de ocorrência contra o rapaz. Contudo, a delegada Analu Ferraz esclareceu que várias pessoas foram ouvidas na especializada e não há indícios de feminicídio.
- Ainda no interior de Mato Grosso do Sul, três pessoas morreram após um acidente ente carro e carreta na BR-262, no distrito de Albuquerque, a 55 quilômetros da área urbana do município de Corumbá.
Conforme informações a colisão aconteceu por volta das 21h de sábado. O condutor da carreta, homem de 32 anos, fugiu do local.
As vítimas estavam a bordo de um veículo VW Gol, de cor branca. O motorista, de 45 anos, e a passageira do banco dianteiro, de 21 anos, morreram no momento do impacto e foram encontrados pelas equipes de resgate presos nas ferragens. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram o trabalho de desencarceramento para a retirada das vítimas.
No banco de trás do veículo, havia ainda mais três vítimas, sendo uma mulher de 24 anos, socorrida inconsciente, com ferimentos na região frontal da testa, afundamento de crânio e sinais de trauma na região do tórax. Ela foi encaminhada ao pronto-socorro pela equipe da Unidade de Suporte Avançado do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no hospital.
Domingo
Domingo, também foi marcado por muita violência e registro de ao menos cinco mortes. Maioria dos casos aconteceram no interior do Estado.
Em Ivinhema, a 300 quilometros de Campo Grande, um ciclista morreu após ser atropelado por um carro, na MS – 141. Conforme informações, José Antônio Dias Feitosa, de 39 anos, não resistiu aos ferimentos. De acordo com o relato do motorista que atingiu o ciclista, a visão dele foi ofuscada devido aos faróis de outros veículos que transitavam na rodovia.
José Antônio morreu no local e o caso segue sendo investigado.
Na madrugada de domingo, José Leonir, de 27 anos morreu após perder a direção da motocicleta me que estava e bater em uma árvore. O caso aconteceu na venida Marcelino Pires, em Dourados a 230 km de Campo Grande.
Também em Dourados, o motociclista Elemar da Rosa Portela, de 37 anos morreu após ‘rampar’ uma rotatória e bater contra um muro. O acidente aconteceu em Dourado, a 227 quilometro de Campo Grande.
O acidente aconteceu no cruzamento da Rua Eurides de Mattos Pedroso com a Avenida Pavel, no bairro Cidade Jardim. A vítima seguia pela Eurides de Mattos Pedroso, quando teria atravessado a rotatória e batido contra o muro de um terreno.
- Já em Campo Grande, um homem foi espancado até a morte próximo a um bar, na Rua Carlota, no bairro Piratininga. Isaac Ferreira da Silva foi agredido a pauladas que atingiu principalmente o rosto.
Antes de ser agredido, o homem chegou a ligar para o irmão, que é GCM (Guarda Civil Metropolitano), afirmando que dois homens queria agredi-lo. Contudo, ao chegar no local, o homem já estava morto. O caso é investigado para saber a motivação do homicídio.
Suspeita de feminicídio
Uma mulher indígena da etnia Kaiwá, Ereni Benites, de 44 anos, foi encontrada morta carbonizada dentro da aldeia Tekoha Paraguassu, no município de Paranhos, a 470 quilômetros de Campo Grande.
Conforme informações, a mulher teria sido vítima de feminicídio, praticado na noite de sábado (7). O principal suspeito é o marido da mulher, que também foi a última pessoa a vê-la com vida. O caso foi denunciado través de uma publicação no Instagram da página Kunangue Aty Guasu, assembleia de mulheres Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul.
A Polícia Civil de Paranho investiga o caso.
Foto: Reprodução
Midiamax
