SES alerta municípios de MS para aumento de doenças respiratórias
Com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orientou os municípios de Mato Grosso do Sul a intensificarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede assistencial. A preocupação é com o possível aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), comum entre os meses de abril e julho.
Historicamente, os meses mais frios registram maior circulação de vírus como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus. Embora o coronavírus da COVID-19 não apresente um padrão sazonal tão definido, sua alta transmissibilidade e a intensa circulação de pessoas podem favorecer o aumento de casos ao longo do ano.
Vigilância e planejamento antecipado
A SES recomenda que os gestores municipais organizem antecipadamente os fluxos de identificação de casos, coleta de amostras e notificação das ocorrências de SG e SRAG, seguindo as orientações técnicas estaduais e o Guia de Vigilância Integrada para COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios.
A integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e assistência médica também é considerada essencial para garantir atendimento rápido e tratamento adequado, independentemente do resultado de exames laboratoriais.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o planejamento é fundamental para evitar sobrecarga no sistema de saúde.
“Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado”, afirmou.
Vacinação é principal forma de proteção
A SES reforça que a vacinação contra Influenza e COVID-19 continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir complicações, hospitalizações e mortes.
A coordenadora de Imunização da secretaria, Ana Paula Goldfinger, destacou a importância de ampliar a cobertura vacinal, principalmente entre grupos mais vulneráveis.
“A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, especialmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”, ressaltou.
Tratamento rápido pode evitar agravamentos
Outro ponto destacado pelas autoridades de saúde é a importância do tratamento precoce, especialmente nos casos mais graves.
De acordo com a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, pacientes com SRAG ou síndrome gripal associada a fatores de risco devem iniciar o tratamento antiviral o mais rápido possível.
“Não se deve aguardar a confirmação laboratorial quando há indicação clínica. O tempo é determinante para evitar casos graves e óbitos”, explicou.
Estratégia preventiva
Apesar de o estado ainda não registrar aumento expressivo de casos neste momento, a SES reforça que as medidas fazem parte de uma estratégia preventiva.
A orientação é que os municípios mantenham vigilância ativa, notificação rápida e integração entre unidades básicas, serviços de urgência e hospitais, garantindo resposta rápida caso haja crescimento de casos durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Dourados Agora
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