Prisão de Vorcaro pode estar ligada ao planejamento de ações violentas contra testemunhas
Daniel Vorcaro já havia sido preso em novembro passado, supeito pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. A prisão foi relaxada para domiciliar dias após, implicando uso de tornozeleira.
Ainda, conforme apuração da CNN Brasil, as suspeitas que recaem sobre a nova prisão de Vorcaro apontam que o banqueiro teria tentado atrapalhar as investigações contra o banco. A ofensiva do empresário mirou envolvidos e testemunhas ligadas ao caso Master.
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Vorcaro foi preso em sua residência na capital paulista e levado até a sede da Superintendência da Polícia Federal.
Além do crime de ameaça, nota da PF inclui também suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Nesta nova ação da PF, foi determinado o sequestro e bloqueio de bens avaliados em até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado. A preocupação da investigação é garantir a preservação de valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
Segundo O Globo, a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), inclui o afastamento de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, e Belline Santana, que foi chefe do Desup (Departamento de Supervisão Bancária).
Ambos já estavam fora de seus cargos e sob a mira de investigação interna na autoridade monetária.
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