Conforme a Polícia Civil, a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) cumpriu mandados na operação após as investigações contra o grupo. Assim, identificaram que Antônio usava da função pública e ainda da viatura oficial para transportar a droga.
Desta forma, ele realizava o tráfico de Corumbá para Campo Grande, no chamado ‘frete seguro’. Isso, porque a viatura acabava diminuindo o risco de fiscalização e garantiria maiores chances de êxito no tráfico de drogas.
Policial preso
A partir das investigações, a Denar deflagrou a operação e cumpriu dois mandados de prisão, contra Antônio e Diego Henrique de Souza Almeida. Os policiais ainda cumpriram mais seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Corumbá.
Também acompanhou a ação a Corregedoria da Polícia Penal.
Conduta incompatível
Em nota, a Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária) afirmou que a conduta do agente configura desvio individual “absolutamente incompatível com os princípios que regem a Polícia Penal e não reflete a postura institucional”.
Além disso, que a Corregedoria instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos, adotando medidas administrativas e legais cabíveis. “A instituição mantém política permanente e implacável de combate a desvios de conduta, com fiscalização contínua, corregedoria atuante e mecanismos internos de controle. Eventuais irregularidades são tratadas com absoluto rigor e transparência”, diz a nota.
Dispensa do serviço
Nesta sexta-feira (20), o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, publicou no Diário Oficial do Estado a dispensa de Antônio Fernando Martins da Silva. O policial penal exercia cargo de chefia.
Conforme a publicação, o servidor atuava como comandante do GTE, o Grupo Tático de Escolta de Campo Grande, do Cope (Comando de Operações Penitenciárias) da Agepen. Este seria o ‘grupo de elite’.
A publicação passa a contar de 19 de fevereiro, data da prisão do agente.
Midiamax
(Divulgação, PCMS)
