Desta vez, o CCZ reforça que o dado exige atenção, mas que ‘não há motivo para pânico’. A presença de morcegos infectados em ambiente urbano é um fenômeno monitorado e previsto pelas autoridades de saúde, segundo o órgão, que reforça que o importante é saber como agir preventivamente.
De janeiro até o momento, foram recolhidos 202 morcegos com suspeita de raiva. Há alguns dias, foi confirmado o primeiro caso de morcego infectado por raiva, em Campo Grande.
O animal foi recolhido no bairro Vivendas do Bosque, e o CCZ esclarece que o trabalho de vigilância da raiva é feito exclusivamente a partir das solicitações da população, quando são encontrados morcegos caídos, mortos ou dentro de residências — situações consideradas suspeitas para a doença.
Após o recolhimento, os animais passam por protocolo técnico e são encaminhados, com ficha de notificação, para laboratório de referência, responsável pelos exames. O diagnóstico não é feito no CCZ, sendo posteriormente informado ao município.
Orientações
Não toque no animal: Jamais manipule um morcego, esteja ele vivo ou morto. Se encontrar um morcego em situação atípica (caído no chão, em paredes ou voando durante o dia), ele pode estar doente.
Isole o local: Caso encontre um morcego caído, tente isolar a área ou cobri-lo com um balde ou caixa para evitar o contato com pessoas e outros animais, mas nunca utilize as mãos diretamente.
Vacinação em dia: A maneira mais eficaz de proteger sua família é garantir que a vacina antirrábica de cães e gatos esteja rigorosamente atualizada. Eles são a principal ponte de transmissão para os humanos.
Acione o CCZ: Ao avistar um animal nessas condições, entre em contato imediatamente com o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) para o recolhimento seguro e análise laboratorial.
Lembre-se: Morcegos em vida livre, voando à noite e se alimentando, cumprem um papel ecológico fundamental e não oferecem risco. O perigo real está apenas no contato direto com animais caídos ou com comportamento atípico.
Midiamax
(Reprodução, Embrapa)
