Conforme apurou o Jornal Midiamax, os tiros ocorreram durante rondas de rotina dos militares na Travessa Lydia Bais. Os policiais teria sido surpreendidos por pessoas em situação de rua que passaram a atacar a equipe com pedras. Assim, foi iniciada uma luta corporal entre os suspeitos e os policiais.
Em dado momento da briga, que se estendeu até o cruzamento da Avenida Calógeras com a Rua 15 de Novembro, a travesti teria então se apropriado da arma de um dos policiais e apontado para ele. Neste momento, outro policial atirou contra ela.
Eles se deslocaram em direção à Santa Casa, e conforme apurou a reportagem, em poucos quadras a travesti voltou a ter complicações cardíacas, vindo a óbito antes mesmo de chegar à unidade hospitalar.
Diante da constatação, o trajeto foi alterado para a UPA Coronel Antonino, onde há necrotério. O procedimento ocorreu em razão da morte ter acontecido na viatura. “Caso ela tivesse morrido no local, a gente nem deslocava. A perícia iria diretamente lá. Mas como o óbito foi na viatura, o procedimento é levar ao necrotério da UPA”, afirmou ao Jornal Midiamax um dos agentes envolvidos no atendimento de urgência.
Ao Jornal Midimax, a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) informou que um procedimento interno será aberto para apurar os fatos. “Um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado para apurar todas as circunstâncias do fato, como é praxe em ocorrências que envolvem o uso de arma de fogo por parte de seus membros“, diz trecho da nota.
(Foto: Madu Livramento)
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