Na noite daquele domingo (8), Janete foi encontrada, esfaqueada, pelo filho, que havia recebido uma ligação do pai, Alípio Drum Alves, informando que a mãe “havia feito uma besteira”. A informação era de que a vítima estava com uma faca cravada no peito.
Contudo, a faca não estava totalmente cravada. A médica-legista que acompanhou o caso e realizou o laudo necroscópico foi ouvida e constatou que Janete empurrou a faca contra o próprio peito.
Além disso, a polícia revelou que o depoimento do filho de Janete, que a socorreu naquela noite, condiz com a versão da médica-legista. “O filho da vítima, que a socorreu, corroborou a versão apresentada pela médica-legista, afirmando que sua mãe havia confidenciado a ele que estava lutando contra um câncer e tinha intenções de tirar a própria vida”, detalhou a polícia.
Alípio foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio na mesma noite dos fatos e, depois, teve a prisão convertida em preventiva pelo Poder Judiciário. Em interrogatório na delegacia, ele negou a autoria e afirmou que o casal tinha um convívio harmonioso. “Além disso, não há registros de violência entre o casal, e o interrogatório do suspeito também segue na mesma linha, reforçando a hipótese do suicídio”, esclareceu a Polícia Civil.
Diante das investigações, a polícia determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio, alterando o caso para suicídio. “A Polícia Civil conclui a apuração do caso e declara o encerramento das diligências, deixando a equipe à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.”
(Reprodução, Alfredo Neto, RCN67)
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