Gaeco vai a Rio Negro e a Terenos pela 5ª vez em operação contra a corrupção
As ruas de Terenos e Rio Negro amanheceram com equipes do Gaeco nas ruas. É a quinta vez que o grupo que combate crime organizado e corrupção cumpre mandados no município de Terenos em um período de um ano e meio.
As informações preliminares dão conta de que o Batalhão de Choque também presta apoio operacional.
As equipes estão em diversos pontos do município. Um deles seria o prédio da Marsoft Informática, do empreiteiro Rogério Luiz Ribeiro, investigado na Spotless, que mirou o prefeito afastado da cidade, Henrique Budke (PSDB).
Já em Rio Negro, as informações iniciais são de que agentes cumprem mandados em restaurante e endereços ligados ao ex-prefeito Buda do Lair. Além disso, estão na escola estadual Leontino Alves de Oliveira.
Em Aquidauana, os agentes cumprem mandados também em um escritório de engenharia.
No entanto, ainda não há informações oficiais sobre o contexto da ação.
A reportagem do Jornal Midiamax acompanha o caso e traz mais informações em instantes.

O grupo era formado por empreiteiros que se revezavam para ganhar licitações de obras no município.
Já em setembro do ano passado, a Spotless mostrou que o líder do esquema era o prefeito Henrique Budke (PSDB). Ele teria recebido mais de R$ 600 mil em propina, segundo as investigações.
Já em 2026, o Gaeco deflagrou duas operações: Collusion e Simulatum. O alvo era a revista ImpactoMais, que está em processo de venda para o Grupo Dakila, comandado por Urandir Fernandes.
O dono do grupo de comunicação ImpactoMais, Eli de Sousa, foi preso.
Spotless revelou esquema de corrupção chefiado pelo prefeito Henrique
Em 9 de setembro de 2025, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a Operação Spotless, contra um esquema de corrupção na Prefeitura de Terenos.
Foram expedidos 16 mandados de prisão e 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP). O prefeito Henrique Budke (PSDB) é apontado como líder da organização criminosa.
A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.
Os editais foram elaborados sob medida e simulavam competição legítima. Somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.
O esquema ainda pagava propina para agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços e aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.
A Operação Spotless foi deflagrada a partir das provas da Operação Velatus, que foi realizada em agosto de 2024. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.
Spotless é uma referência à necessidade de os processos de contratação da administração pública serem realizados sem manchas ou máculas. A operação contou com apoio operacional da PMMS (Polícia Militar de MS), por meio do BPChoque (Batalhão de Choque) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).
Budke foi solto ainda em setembro de 2025 após obter habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O afastamento dele, que era voluntário, foi referendado pelo Judiciário.
Prefeito afastado e mais 25 são denunciados à Justiça
O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) denunciou o prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), e mais 25 pessoas envolvidas no suposto esquema de corrupção na prefeitura.
Licitações de obras públicas eram direcionadas, e empresas se revezavam nos serviços, garantindo que o grupo se beneficiasse do esquema, que incluía pagamento de propina ao prefeito e a outros citados.
“O que se apurou na investigação é uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos, um verdadeiro balcão de negócios comandado pelo prefeito municipal [Henrique Budke]”, pontuou o procurador-geral de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior.
Midiamax
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