Com MS no topo do ranking nacional de casos, saiba como prevenir a chikungunya
No topo nacional em número de casos de chikungunya, Mato Grosso do Sul acende um alerta para o combate ao vetor transmissor da doença: o mosquito Aedes aegypti.

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV, transmitido por meio da picada de fêmeas do mosquito Aedes aegypti infectadas. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da chikungunya (CHIKV) foi introduzido no continente americano em 2013. Como consequência, logo houve epidemia da doença na época.

Prevenção

Assim como a dengue, zika e febre amarela, a principal forma de combater a chikungunya é reforçar as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos Aedes aegypti. Qualquer recipiente, objeto ou local que consiga reter água pode se tornar criadouro.

Por isso, é fundamental eliminar água armazenada, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e em manutenção e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pedaços de plástico ao ar livre.

  • Proteger as áreas do corpo que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas.
  • Usar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas do corpo. Também pode ser aplicado sobre as roupas. O uso deve seguir as indicações do fabricante em relação à faixa etária e à frequência de aplicação. Além disso, deve ser observada a existência de registro em órgão competente. Repelentes de insetos contendo DEET, IR3535 ou Icaridina são seguros para uso durante a gravidez, quando usados de acordo com as instruções do fabricante. Em crianças menores de 2 anos de idade, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica. Para crianças entre 2 e 12 anos, usar concentrações até 10% de DEET, no máximo 3 vezes ao dia.
  • Usar mosquiteiros sobre a cama, telas em portas e janelas e, quando disponível, ar-condicionado.

Sintomas

Os sintomas da chikungunya são, de forma geral, bem parecidos com os da dengue. No entanto, a febre e as dores, especialmente nas articulações, diferentemente da dengue, que é passageira, podem durar 15 dias, 3 meses, ou até anos.

Segundo o Ministério da Saúde, em mais de 50% dos casos, a artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por um longo período de tempo.

Além disso, o vírus pode causar consequências cardiovasculares, na pele, nos rins e, também, no sistema nervoso, como doença neuroinvasiva, caracterizada por agravos neurológicos, tais como: encefalite, mielite, meningoencefalite, Síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.

Os casos graves de chikungunya podem demandar internação hospitalar e evoluir para óbito.

(Foto: Álvaro Rezende, Divulgação SES)

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