Feminicídio: idosa é morta a pauladas pelo ex-marido em Corumbá
Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada com pauladas no rosto pelo ex-companheiro, Antônio Lima de Ohara, em Corumbá, a 413 quilômetros de Campo Grande, no início da noite de sábado (24). O autor, de 73 anos, foi preso em flagrante.

Segundo o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada por um vizinho, que ouviu gritos de socorro e se deparou com a idosa sendo violentada em casa, na Vila Guarani. Ao observar de sua casa, o vizinho flagrou Antônio agredindo a idosa com um pedaço de madeira no rosto. Ele gritou dizendo que o homem não poderia fazer isso e que chamaria a polícia. Porém, Antônio sorriu e continuou agredindo Rosana.

O vizinho acionou a polícia e saiu para a rua, momento em que viu o feminicida deixando o imóvel. Antônio teria se dirigido até ele e proferido ameaças de morte. “Você pode mudar daqui da sua casa, e, se eu for preso, você vai ser o próximo, eu vou matar você”, disse o autor ao morador.

Feminicida se escondeu na casa de parentes

Na ocasião, os vizinhos entraram na residência de Rosana e se depararam com ela caída ao chão, já sem vida. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou ferimento na região frontal do crânio com bastante sangramento. O Corpo de Bombeiros também esteve no local e realizou manobras de reanimação, mas a idosa não resistiu.

A Polícia Civil, junto da Perícia, foi acionada para investigar a dinâmica e autoria do crime. Em diligências, equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) e da Dam (Delegacia de Atendimento à Mulher) foram até a casa de Rosana. Ao tomarem conhecimento de que Antônio teria se escondido na casa de familiares, os policiais foram até o imóvel, no bairro Universitário.

Ao chegarem à residência, os policiais foram recebidos pelo irmão do feminicida. Ele demonstrou nervosismo excessivo, mas logo confirmou que Antônio havia chegado recentemente ao imóvel. O feminicida foi encontrado na cozinha e reagiu com truculência.

Conforme o registro policial, Antônio alegou que tomaria um chá de camomila antes de ser levado para a delegacia. “Eu vou tomar meu chá de camomila primeiro! Minha cunhada tá fazendo chá e vou tomar!”, disse ele aos policiais. O homem foi algemado e preso em flagrante por feminicídio, ameaça e desacato.

Ainda durante o trajeto até a delegacia, Antônio teria ameaçado os policiais e alegou ser familiar de políticos. Ele afirmou que usaria sua suposta influência para prejudicar a carreira da equipe.

1º feminicídio do ano

Rosana é a segunda vítima de feminicídio neste ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. O primeiro caso aconteceu na manhã de 16 de janeiro, na região de Damacuê, distrito localizado na zona rural de Bela Vista, a 313 quilômetros de Campo Grande. Josefa foi assassinada pelo marido, que se matou após o crime.

Antes de entrar para as estatísticas de feminicídio, Josefa sofreu inúmeras violências domésticas. Assim, os relatos de testemunhas mostram o histórico violento da relação.

Porém, a revelação só veio à tona após a morte da mulher. Testemunhas informaram à polícia de Bela Vista que Josefa e Fernando já tinham um histórico de brigas familiares, além dos episódios de violência doméstica.

Feminicídios registrados em MS em 2026:

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro.

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