Diferentemente do pleito de 2022, quando apenas uma vaga estava em disputa (renovação de um terço), o próximo ciclo eleitoral renovará duas das três cadeiras de cada estado, totalizando 54 das 81 vagas do Senado.
De acordo com o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), a configuração da urna eletrônica apresentará espaços distintos para “Senador 1” e “Senador 2”. O órgão alerta que não é possível votar no mesmo candidato duas vezes.
Caso o eleitor tente votar no mesmo candidato ao preencher a segunda vaga, o sistema anula o segundo voto automaticamente, por entender que a escolha para aquele candidato já foi exercida.
No caso de partidos com mais de uma chapa para o Senado, o TRE-MS esclarece que não há problema em votar em dois candidatos da mesma legenda. O importante é que não sejam dois votos no mesmo candidato.
Mecânica de votação e ordem na urna
Para o pleito de 2026, a sequência de votação na urna eletrônica seguirá seis etapas obrigatórias. A orientação técnica é que o eleitor utilize uma “cola” para evitar erros no momento do registro. A ordem definida é:
- Deputado Federal (4 dígitos);
- Deputado Estadual (5 dígitos);
- Senador – 1ª Vaga (3 dígitos);
- Senador – 2ª Vaga (3 dígitos);
- Governador (2 dígitos);
- Presidente da República (2 dígitos).

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) esclarece que a eleição para o Senado é de natureza majoritária simples, elegendo os dois candidatos mais votados em cada estado.
Propostas para ajustar a dinâmica de foto já foram levadas ao Senado, mas não prosperaram. O Projeto de Lei n° 4.629, de 2024, por exemplo, buscava replicar proposta anteriormente arquivada para estabelecer que, na renovação de dois terços do Senado Federal, cada eleitor tivesse apenas um voto. Assim, seriam eleitos os dois candidatos mais bem votados. O texto, contudo, foi retirado de pauta pelo autor, senador Randolfe Rodrigues (PT/AP).
Midiamax
(Foto: Reprodução, Agência Senado)
