Mulher é resgatada após agressões e cárcere privado em área rural de Maracaju

Na manhã deste domingo (11), por volta das 09h, uma guarnição policial foi acionada via 190 para averiguar uma denúncia de violência doméstica com possível cárcere privado em uma área rural de Maracaju, localizada a cerca de 90 quilômetros do perímetro urbano.

A solicitação partiu de uma testemunha, que informou que a vítima, uma mulher de 53 anos, teria sido agredida pelo marido durante a noite anterior e estaria impedida de sair da residência ou manter contato com terceiros. No local, os policiais entraram em contato com a vítima, que confirmou os fatos.

Segundo o relato, a mulher convive com o autor, um homem de 48 anos, há aproximadamente um ano. Na noite anterior, após chegar à residência em estado agressivo, o autor teria iniciado discussões, ofensas verbais e, em seguida, passou a agredi-la fisicamente, desferindo um tapa na orelha e golpes com um pedaço de madeira, causando hematomas no braço direito. O filho da vítima, que presenciou a situação e tentou defendê-la, também teria sido agredido, porém não apresentava lesões aparentes.

A vítima relatou ainda que, após as agressões, foi obrigada a permanecer no mesmo quarto que o autor, com a porta trancada e sem acesso ao celular, sendo constantemente vigiada. O pedido de ajuda só foi possível de forma discreta, quando uma testemunha esteve na residência na manhã seguinte.

Diante da situação de flagrante, confirmada pelas lesões visíveis e pelo relato da vítima, o autor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia, sem apresentar lesões corporais aparentes. A vítima também foi conduzida para os procedimentos legais, apresentando-se abalada e chorosa, manifestando o desejo de representar criminalmente contra o autor e requerendo medidas protetivas de urgência.

A Polícia Militar reforça que violência doméstica é crime e não deve ser tolerada. Vítimas e testemunhas podem e devem buscar ajuda, acionando o 190 em situações de emergência ou realizando denúncias de forma anônima e segura pelo Disque Denúncia 180, serviço nacional de atendimento à mulher, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação, acolhimento e encaminhamento à rede de proteção. O silêncio fortalece o agressor; denunciar é um passo fundamental para salvar vidas.

Fonte: PMMS

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