Na nota, João Carlos Rodrigues repudia uma suposta assembleia geral extraordinária convocada por um grupo de associados para destituí-lo do cargo. Segundo o presidente, o encontro foi articulado por um vice-presidente e teria sido realizado de forma ilegal, sem edital e em desacordo com o Estatuto Social do clube. Ele classificou o ato como um “motim”.
A FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) também considerou a assembleia inválida e declarou que a ata enviada não possui valor jurídico. A entidade reafirmou que João Carlos Rodrigues permanece como presidente legítimo do Ivinhema. O clube informou que medidas judiciais já estão em andamento contra os envolvidos na tentativa de tomada irregular do comando.
O presidente também rebateu o que chamou de ‘falsa narrativa’ sobre a possibilidade de o Ivinhema disputar a Série D do Brasileirão. Ele explicou que o clube não possui, atualmente, condições técnicas, estruturais ou financeiras para manter uma campanha competitiva na competição.
Segundo a nota, a Série D exige gastos muito acima da capacidade do Ivinhema, incluindo prorrogação de contratos, aumento da folha salarial, logística de viagens interestaduais e manutenção técnica contínua. Como exemplo, Rodrigues citou o Operário Futebol Clube, que teria acumulado aproximadamente R$ 1 milhão em dívidas relacionadas à participação na Série D.
Ele reforçou que não conduzirá o Ivinhema ao endividamento e que o clube só retornará ao cenário nacional quando estiver realmente preparado. A vaga na Copa do Brasil, por outro lado, é vista como uma oportunidade para equilibrar as finanças e reorganizar a estrutura interna.
Divergências na diretoria
Na sexta-feira (21), o Ivinhema Futebol Clube havia divulgado outro comunicado, anunciando que participaria de todas as competições de 2026, incluindo Série A do Estadual, Copa Centro-Oeste, Copa do Brasil e Série D, após rumores de desistência.
O texto afirmava que notícias sobre a saída da Série D tinham sido ‘isoladas’ e atribuídas exclusivamente ao então presidente João Carlos Rodrigues. Ele teria sinalizado renúncia, mas, conforme o clube, não havia nenhum documento formalizado. A diretoria sustentou que não apoiava as declarações atribuídas a ele e que seguiria defendendo a permanência do Ivinhema nas competições.
Apesar das declarações divulgadas, João Carlos Riquelme não oficializou renúncia ao cargo. Ele apenas afirmou que deixaria a presidência caso o prefeito manifestasse que não desejava sua permanência. Segundo informações apuradas, isso não ocorreu.
(Foto: Reprodução, Ivinotícias)
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