Em Mato Grosso do Sul, os dados do comparativo entre as safras 2023/24 e 2024/25 demonstram um salto na produtividade de 28,2%, passando de 3.263 kg/ha para 4.183 kg/ha. Com isso, a produção total deve crescer 31%, indo de 21.215,8 mil toneladas para 27.796,3 mil toneladas. Já a área plantada cresceu 2,2%, passando de 6.502,6 mil hectares para 6.644,8 mil hectares.
Em âmbito nacional, os três aspectos também apresentaram crescimento. A produção total de grãos no país alcançou 350,2 milhões de toneladas, um aumento de 16,3%; a produtividade média brasileira aumentou 13,7%, alcançando 4.284 kg/há; já o total de área cultivada no país subiu 2,3%, chegando a 81,7 milhões de hectares.
A soja tem produção projetada em 171,4 milhões de toneladas, a soja se manteve como a cultura de maior volume, confirmando a alta produtividade e a expansão da área plantada. O milho, por sua vez, tem produção total de milho que alcançou 139,7 milhões de toneladas, um avanço notável impulsionado, em grande parte, pela excelente performance da segunda safra.
Outras culturas de grãos também puxaram esses números, como a produção de arroz no país, que subiu para 12,7 milhões de toneladas, um crescimento de 20,6%. A cultura do sorgo surpreendeu com um volume de 6,1 milhões de toneladas, representando um crescimento de 37,9%.
Já o feijão e o trigo, em contrapartida, registraram queda. O feijão teve uma redução de 3,9% na produção total, enquanto o trigo recuou 4,5% devido à diminuição de sua área plantada.
Análise em MS
O boletim da Conab apontou que, em relação ao milho, o tempo seco e quente em agosto favoreceu a perda de umidade nos grãos e o avanço da colheita, garantindo a consolidação dos resultados esperados na segunda safra.
Em relação ao trigo, as chuvas esparsas beneficiaram as áreas em enchimento de grãos. Embora tenha havido lavouras afetadas por geadas, o impacto na produção foi menos severo que o estimado. O principal desafio foi o controle da infestação por lagarta-rosca, que causou prejuízos localizados.
A colheita do algodão encerrou-se em ritmo acelerado, aproveitando o tempo favorável. Apesar de perdas pontuais na qualidade da fibra por conta de chuvas nas áreas de produção e baixas temperaturas em julho, os danos foram restritos e não comprometeram o bom potencial produtivo.
Na região norte do estado, os resultados da cultura do sorgo foram excelentes, com o manejo e as condições climáticas favoráveis. Já no centro-sul, os danos causados por geadas ainda estão sendo contabilizados, o que dificulta a consolidação final dos resultados.
Quanto ao girassol, a cultura se desenvolveu de forma distinta. Enquanto na região norte as chuvas irregulares comprometeram a fase de enchimento de grãos, as lavouras no sul tiveram um bom desenvolvimento graças a chuvas regulares.
Por fim, a aveia branca teve colheita iniciada. O clima predominantemente seco contribuiu para a sanidade e o bom enchimento de grãos, porém a umidade do solo e a formação de orvalho noturno levaram a uma alta incidência de ferrugem da folha, que pode comprometer o rendimento.
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Foto: CNA, Trilux
