Fronteira Brasil-Paraguai terá primeira sala de mapeamento da saúde
Ponta Porã terá a primeira sala de situação para monitorar dados em tempo real e tomar decisões relacionadas à saúde na fronteira entre Brasil e Paraguai. Ela será instalada no mês que vem.
A iniciativa é da SES (Secretaria Estadual de Saúde). A pasta pretende instalar mais duas em Mundo Novo e Porto Murtinho.
A estrutura permitirá que os dois países lidem com riscos sanitários por meio de um sistema unificado.
Conforme acordo firmado entre os dois países, as três salas operarão juntas, usando os mesmos mapas interativos, sistemas de georreferenciamento e análise de dados. Equipes técnicas brasileiras e paraguaias vão usar os recursos para monitorar doenças respiratórias e arboviroses como a dengue, por exemplo.
“Esta é a primeira vez que o Brasil implementa salas de situação em parceria direta com uma nação vizinha, o que representa um avanço significativo na cooperação internacional em saúde pública. Essa iniciativa pioneira permitirá um monitoramento mais eficaz e uma resposta rápida e coordenada a emergências sanitárias na região de fronteira, beneficiando diretamente a população dos dois países”, afirma a Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho.
A SES apresentou a proposta durante reunião binacional realizada em abril, que contou com representantes do Ministério da Saúde do Brasil, do Paraguai, da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná e das prefeituras de Mundo Novo, Porto Murtinho e Ponta Porã.
As salas de situação vão mapear, ainda, registros de pacientes e histórico de vacinação, além de realizar cursos para equipes brasileiras e paraguaias com protocolos padronizados.
Estruturas de saúde – Em paralelo, a SES está mapeando as estruturas de saúde nas cidades fronteiriças entre os dois países.
São identificadas as capacidades de atendimento nos hospitais, quantidade de profissionais e equipamentos disponíveis em Ponta Porã, Mundo Novo, Pedro Juan Caballero (PY), Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este (PY).
“O mapeamento nos permitirá entender, em detalhes, a realidade de cada município, utilizando o cruzamento de dados a fim de verificar onde há falta de insumos, profissionais ou leitos. Esse levantamento é essencial para direcionar investimentos e criar uma rede de saúde integrada, capaz de atender rapidamente a população fronteiriça”, destaca a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone.
(Foto: Marcos Espíndola/Governo de MS)
Campo Grande News
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