Na madrugada de ontem, o município de Sonora, registrou abalo de magnitude preliminar calculada em 3.5 mR. Mas depois desse, vieram outras cinco ocorrências.
Segundo dados da Rede Sismográfica Brasileira, os outros abalos de terra foram registrados na sequência e menos intensos, com magnitude entre 2.1mR e 1.2mR. Dessa forma, Mato Grosso do Sul saltou de nove para 13 abalos sísmicos em 2025.
Segundo informações da Rede Sismográfica Brasileira, tremores de terra de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil. Em geral, esses pequenos sismos são de origem natural e ocorrem devido à liberação de esforços acumulados na crosta terrestre.

Por que MS tem abalos de terra?
A pós-doutora em Geociências e coordenadora do laboratório de sismologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Edna Faccincani, explica que os abalos sísmicos estão muito presentes dentro da bacia sedimentar do Pantanal porque ela é mais recente no tempo geológico e é uma bacia ativa.
Isso significa que a bacia está em formação, se estruturando, o que favorece a frequência de abalos sísmicos.
“Esse é um dos motivos pelo qual hoje se tem uma rede de estações sismográficas dentro da bacia do Pantanal e, em função disso, a UFMS juntamente com o Instituto de geofísica da USP temos um projeto antigo que se estende desde 2003 até o presente”, conta a professora.
Contudo, esse é só um dos fatores que explicam o motivo de Mato Grosso do Sul ter abalos de terra, mesmo localizado fora de uma borda de placa tectônica.
Além da idade da bacia sedimentar do Pantanal, estão entre outros fatores ligados a esses tremores a espessura fina da crosta por baixo da bacia do Pantanal e que parte do Estado está no Lineamento Transbrasiliano.
(Foto: Divulgação/SRBS)
Midiamax
