Ofensiva contra grupo criminoso em Campo Grande prendeu de suplente a vereador, líder do PCC e advogada
A Operação Chiusura, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal teve de suplente a vereador, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) e uma advogada de Campo Grande presa nesta sexta-feira (28). O grupo foi preso no Rio Grande Norte, mas a operação também cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul.
Entre os presos está Pedro Jorge Martins da Silva, que é enteado do suplente a vereador, Ronaldo Cardoso, do Podemos, também alvo da operação. Na ocasião, também foram presos Thiago Gabriel Martins da Silva, considerado ‘Especialista do PCC’ e sua esposa, a advogada Aline Gabriela, que mantinha um escritório de advocacia no bairro Moreninhas.
‘Especialista do PCC’ é um dos acusados da morte do garagista
De acordo com as investigações, o grupo liderado por Thiago em Mato Grosso do Sul era responsável pelo fornecimento de entorpecentes ao Distrito Federal. O núcleo de MS mantinha significativos vínculos com o estado do Rio Grande do Norte, onde um dos investigados possuía uma pousada.
O ‘especialista do PCC´ é um dos acusados da morte do garagista Carlos Reis, conhecido como ‘Alma’. Em agosto de 2023, Thiago foi preso na Bolívia em uma ação durante a apreensão de aeronaves que seriam usadas para transportar cocaína.
Em Campo Grande foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e seis de prisão, mas todos os alvos presos foram encontrados no Rio Grande do Norte.
As investigações indicaram que familiares do traficante conhecido pelo codinome “Especialista”, morador de Mato Grosso do Sul, eram usados como ‘testas de ferro’, figurando como beneficiários de valores provenientes de traficantes do Distrito Federal e do chamado Núcleo Nordeste.
A estrutura criminosa integrada por esses indivíduos é informalmente referida por integrantes de outros núcleos como pertencente ao “Núcleo Sinaloa”, numa alusão à facção criminosa mexicana.
Foram cumpridos 19 mandados de prisão temporária e 80 de busca e apreensão contra um grupo suspeito de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
Organização movimentou mais de R$ 300 milhões com fintech
Conforme a investigação, integrantes da organização criminosa eram inseridos em camadas de alto poder aquisitivo. O líder da organização criminosa no Distrito Federal tinha uma propriedade rural dedicada à criação de gado leiteiro em Planaltina e recentemente havia se mudado para a capital Catarinense.
Já integrantes do núcleo financeiro em Goiás ostentam imóveis luxuosos e diversos veículos de alto padrão. O núcleo nordestino residia em um apartamento de luxo no bairro de Ponta Verde, em Maceió.
Foram determinados o sequestro judicial de 17 veículos e 7 imóveis, incluindo uma residência luxuosa em condomínio fechado em Goiás. Dezenas de contas bancárias foram bloqueadas, incluindo as de uma fintech sediada em São Paulo, que chegou a movimentar cerca de R$ 300 milhões em apenas três meses.
Midiamax
(Reprodução: Polícia Civil)
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