Prefeitos não se pronunciam sobre operação que revelou desvios de R$ 10 milhões da educação

A prefeita de Água Clara, Gerolina Alves, e o prefeito da cidade de Rochedo, Arino Jorge, ambos do PSDB, ainda não se manifestaram acerca da operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), deflagrada na terça-feira (18), que desmantelou esquema de corrupção imposto por meio de fraudes em licitações e pagamento de propina a servidores municipais.

A assessoria do MPMS, em comunicado divulgado na terça, informou que a trama em questão surgiu a partir de fraudes aplicadas em licitações promovidas pela prefeitura para a compra de merenda escolar e uniformes aos alunos das escolas municipais.

Na nota emitida pelo MP, é dito que os investigadores do caso estimam que os municípios tenham tido um prejuízo de ao menos R$ 10 milhões com os crimes.
A nota não cita o período das fraudes. O MP avisou ter cumprido 39 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva, sem prazo definido.

Lá em Rochedo, município situado a 61 km de distância de Campo Grande, os investigadores do Gaeco e Gecoc prenderam Fernando Passos Fernandes, que é servidor da prefeitura e filho de Arino. A reportagem queria saber com o prefeito o que filho dele teria a ver com a trama. No entanto, não obtivemos retorno até esta publicação.

Já em Água Clara, a quase 200 km de Campo Grande, duas servidoras da secretaria municipal de Saúde e a secretária de Finanças, Denise Rodrigues Medis foram detidas. A prefeita também não atendeu às ligações ou respondeu mensagens.

Além dos servidores municipais, Gaeco e Gecoc prenderam um empresário que seria dono da empresa de confecção de uniformes. O nome dele não foi divulgado.

Vale ressaltar que o espaço segue aberto para manifestação.

Grupo fraudou contratos de R$ 10 milhões

A Operação Malebolge, deflagrada pelo Gaeco e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), teve como objetivo cumprir 11 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Água Clara, Rochedo e Terenos.

Segundo nota oficial, o grupo especial do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apontou que empresário comandava esquema que fraudou contratos que ultrapassam os R$ 10 milhões nos municípios de Água Clara, administrado por Gerolina Alves (PSDB) e Rochedo, cujo prefeito é Arino Jorge (PSDB).

Assim, as investigações apontaram que o esquema contava com pagamento de propinas a servidores para fraudar licitações, principalmente na área da educação.

Mediante recebimento de propina, servidores atestavam ter recebido produtos e serviços que nunca foram realizados, além de acelerar trâmites para emissão de notas frias para acelerar pagamentos a empresários.

O esquema foi revelado a partir da apreensão de celulares na Operação Turn Off, que revelou fraudes na saúde e educação, no montante de R$ 68 milhões, que implicou empresários, secretário e servidores.

Confira a lista de presos na Operação Malebolge

Campo Grande

  • Douglas Geleilaite Breschigliari – empresário, dono da D&B Comércio Atacadista de Confecções
  • Mauro Mayer da Silva – empresário, dono da Zellitec Comércio e Serviços
  • Izolito Amador Campagna Júnior – empresário, dono da I.a. Campagna Junior & Cia LTDA

Rochedo

  • Celso Souza Marques – pescador (também seria servidor público)
  • Luciana Mendes Carneiro – empresária
  • Fabrício da Silva – empresário, dono de um Cyber Café que prestaria serviços para a prefeitura de Rochedo
  • Renato Franco do Nascimento – servidor municipal, atua na Diretoria de Licitações
  • Fernando Passos Fernandes – filho do prefeito Arino Jorge (PSDB) e servidor municipal da Diretoria de Licitações

Água Clara

Em Água Clara foram presas a secretária de Finanças, Denise Rodrigues Medis, e duas servidoras públicas da Secretária de Educação do Município, que não tiveram os nomes divulgados.

Fotos Fala Povo,  e Divulgação, Gaeco

Midiamax

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