Queimadas controladas são suspensas devido “riscos ambientais” em Mato Grosso do Sul

 (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) resolveu suspender todas as autorizações ambientais das queimas controladas, incluindo as destinadas à profilaxia de palhada da cana pós colheita, as de profilaxia em florestas plantadas e as de queima de restos de culturas, bem como a sapecagem vinculada a projetos de supressão devidamente autorizados. Assim, a queima controlada está suspensa no estado até 31 de dezembro de 2023.

Decisão do Imasul levou em conta os graves riscos ambientais referentes à perda de controle do fogo em decorrência das condições climáticas e também os riscos à saúde. Além disso, a suspensão da medida, que seria usada para prevenir incêndios, ocorreu após nota técnica do  (Centro de Monitoramento do Tempo e do  de MS) que analisou as tendências meteorológicas e focos de calor para o trimestre julho-agosto-setembro de 2023, indicando a necessidade de suspensão das atividades com uso do fogo de forma a prevenir eventuais queimadas.

Segundo o Imasul, os prazos de validade das autorizações ambientais para Queima Controlada serão interrompidos até 31 de dezembro e restabelecidos por igual período do prazo que vigorou a respectiva suspensão.

Além disso, a suspensão não se aplica às práticas de prevenção e combate a incêndios, incluindo o Plano de Manejo Integrado do Fogo e treinamentos, realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais.

Ficam suspensas pelo mesmo período as análises, tramitações de processos e a emissão das respectivas autorizações ambientais para a queima controlada. A portaria entrou em vigor na data de sua publicação.

Queimas prescritas haviam sido autorizadas

A suspensão das queimas controladas ocorreu duas semanas depois que o Imasul publicou no DOE-MS a autorização das queimas prescritas e treinamentos nas Unidades de Conservação Estadual e Municipais do Grupo de Proteção Integral. A iniciativa tinha o objetivo de evitar incêndios florestais descontrolados.

A portaria estadual autorizava as queimas prescritas mediante autorização prévia do Imasul com a apresentação do plano de operação. Na época, a medida foi vista como positiva por ambientalistas, já que a eliminação do excesso de matéria orgânica antecipadamente pode evitar que grandes áreas sejam destruídas, como quando o Pantanal teve 4 milhões de hectares queimados em 2020.

“Esse tipo de ação de queima controlada é para prevenção, para queimar o excesso de material agora para que isso não seja combustível para uma queima maior, diferente do que aconteceu no Pantanal em 2020 quando teve aquele desastre”, explica o biólogo e coordenador da Delegacia Regional do CRBio-01 em , José Milton Longo.

No entanto, apesar dos primeiros testes já realizados em Mato Grosso do Sul, o Imasul chegou à conclusão da inviabilidade da técnica devido as condições climáticas e focos de incêndio no estado nos próximos meses.

Divulgação, Corpo de Bombeiros

Midiamax

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