Em áreas corrigidas, quebra na produtividade do milho 2ª safra em MS será menor. Estiagem é um dos principais fatores que prejudicou lavouras

Mesmo com a previsão de safra recorde, 2020/2021, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma queda mínima de 2,1 milhões de toneladas em razão do plantio do milho fora da janela ideal, em várias regiões, mas principalmente, pelo longo período de estiagem. Em todo Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais, na maior parte do Paraná e no sudoeste paulista, a média de chuvas ficou pelo menos 30% abaixo do esperado, nos meses de abril e maio, ainda segundo a Conab.
Em Mato Grosso do Sul, pelo menos 75% das lavouras já apresentam perdas significativas, que ainda podem se tornar mais severas. Segundo engenheiros que atendem lavouras no estado, a média estimada de perdas na produtividade do milho 2ª safra em Mato Grosso do Sul é de 35 a 38%, porém, em municípios com altitudes maiores e onde a correção do solo foi bem-feita, a quebra será menor e o produtor ainda pode colher uma boa safrinha 2020/2021.
“Quando a lavoura recebe um bom planejamento e uma ótima correção do solo, as plantas podem se tornar bem mais resistentes à períodos secos e este é um trabalho que vem sendo realizado pela empresa MS Integração, com sede em Maracaju (MS) e atendimento em 58 municípios do estado. Nossa estimativa é que os produtores atendidos pela MS Integração, possam colher mais de 80 sc/ha, disse o Engenheiro Agrônomo e Diretor-Presidente da empresa, Dirceu Luiz Broch.
Ele explica que, o que pode aumentar a produtividade em uma lavoura, e a resistência à estiagem é ter o solo bem corrigido. “E isso se faz com planejamento de safra em safra, utilizando-se as ferramentas do sistema de agricultura de precisão. A correção é feita em cima de uma análise do solo, e se precisar, fazer correção de perfil de solo, adicionar cálcio em profundidade, e aumentar o teor de matéria orgânica. Com essas tecnologias, as raízes conseguem descer em profundidades maiores, podendo ter acesso a água que está mais no subsolo. E a diferença em talhões com correção de solo, com mais equilíbrio nutricional, é muito grande em talhões onde não há”, destacou Dirceu.

Condições melhores
A MS Integração prevê áreas com boas expectativas de produtividade, apesar da média de quebra já prevista no estado. “Nós temos uma região que ainda vai colher bem, principalmente áreas pertencentes aos municípios de Amambai, Ponta Porã, Laguna Carapã, parte de Dourados e Maracaju, sentido a Vista Alegre, Polaco e Água Fria, e, ainda, áreas de Jardim e Bela Vista. Nestes municípios, ainda temos condições de colher na média de 80 a 85 sc/ha, o que diante das perdas estimadas, é muito bom, porque são áreas com mais tempo de lavoura, mais corrigidas e que pegaram de duas a três chuvas a mais, entre abril e maio”, enfatizou.
Em comparação, municípios como Sidrolândia, Bandeirantes, Naviraí, Rio Brilhante, Nova Alvorada e Nova Andradina, que também são regiões atendidas pela empresa, como a estiagem foi muito forte e os solos estão em fase de correção, a previsão de quebra de produtividade chega em mais de 50%.

Mais fertilidade no solo com equilíbrio nutricional e palhada
“Quando você segue um planejamento, e vem uma estiagem forte como essa, o produtor sempre vai ter perda, mas perde menos. Quando faz uso de mais palha no sistema, todo milho que se plantar, plantar milho consorciado com braquiária, fazer uma adubação boa, mais fósforo e nitrogênio na linha, na boca da planta, isso é um trabalho que vai melhorando a fertilidade do solo. E essa melhoria do solo é construída com anos de trabalho, de safra em safra, com tecnologia permanente, que nós fazemos na MS Integração”, reforçou Dirceu Broch.
Vanessa Bordin
Assessoria de Imprensa

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