CRF/MS conscientiza a população em Sessão da Câmara de Maracaju

Dia 05 de maio, é lembrado por ser o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento. A data foi criada para alertar a população quanto os riscos à saúde causados pela automedicação.

Antes do início da Sessão Ordinária desta semana, o Presidente da Câmara Robert Ziemann, atendendo ao pedido do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul, cedeu espaço para a conscientização do descarte e uso racional de medicamentos, na ocasião o Farmacêutico-Bioquímico Wilson Hiroshi falou em nome do CRF/MS e destacou as campanhas alusivas.

Dia 05 de maio, é lembrado por ser o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento. A data foi criada para alertar a população quanto os riscos à saúde, causados pela automedicação.

Uma das campanhas que é realizada pelo CRF/MS é a conscientização da população sobre o uso e descarte adequado dos medicamentos. Existe uma maneira correta para realizar o descarte dos medicamentos vencidos, existe empresas especializadas para fazer este procedimento, e não pode ser jogado em lixo comum, vasos sanitários, terrenos baldios. Esses medicamentos precisam passar por um processo de inativação dos produtos químicos, antes de serem incinerados, destacou Hiroshi.

Além da conscientização, o CRF tem trabalhado junto as farmácias e drogarias do setor privado, para que as mesmas recolham esses medicamentos e façam logística reversa, fazendo a devolução as distribuidoras até chegarem nas indústrias. Nos municípios o recolhimento já é realizado nos postos de saúde, e as prefeituras contratam empresas para fazerem os descartes adequados, evitando assim, acidentes às pessoas (tomando medicação errada), poluição ao Meio Ambiente, entre outros.

Hiroshi destacou em sua fala que o “uso racional de medicamentos” se resume ao paciente ter o medicamento certo, na dose certa, no tempo certo e no preço adequado, e também a população, a não realizar a automedicação, e sim com prescrição médica.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) apontam que cerca de 20 mil pessoas morrem anualmente no país como consequência da automedicação. Em 1985, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a emergência de se disseminar o uso racional de medicamentos (URM), enfatizando a importância da administração adequada de fármacos, considerando as necessidades clínicas e individuais de cada paciente.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX), uma das maiores causas de intoxicações no Brasil é o uso inadequado ou abusivo de medicamentos. Os números mostram que dos 19,5 milhões de pessoas internadas no Brasil no ano de 2017, aproximadamente 1,3 milhão pacientes apresentaram ao menos um problema relacionado ao uso de medicamento durante seu tratamento. Dentre os eventos adversos oriundos de falhas no processo do uso de medicamento, aqueles que foram considerados graves corresponderam a 54.769 óbitos, sendo que 36.174 eram preveníveis.

Por meio de campanhas como a do Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento, pretende-se promover a conscientização e as boas práticas, alertar para os riscos que podem ser causados à saúde pela automedicação e pela ingestão inadequada de fármacos.

A medicalização inadequada pode causar reações adversas à saúde impactando, ainda, no crescimento dos índices de intoxicação, dependência e iatrogenia (estado de saúde com efeitos adversos ou agravamentos resultantes do tratamento médico) e, ainda, comprometer o abastecimento das farmácias.

Na perspectiva de mudanças impostas pela pandemia do novo coronavírus, a busca desenfreada por tratamentos pode causar o uso abusivo de medicamentos na tentativa de prevenir ou intervir de alguma forma na doença. O papel dos profissionais da saúde é de suma importância na mediação e na orientação para o uso adequado de medicamentos, sobretudo no contexto atual.

Em tempos de Covid-19, o uso de medicamentos que não são efetivos e que não são altamente seguros é um grande fator de risco para a piora da saúde do paciente. É preciso que as pessoas se esclareçam e busquem profissionais de saúde, especialmente farmacêuticos e médicos, quanto à eficácia e à segurança de medicamentos a serem usados, pois o uso não orientado e sem a indicação correta, é extremamente perigoso.

Desta forma, nunca se fez tão importante destacar o papel do profissional de saúde na mediação e orientação quanto ao processo de medicalização da sociedade, buscando minimizar o seu impacto. Seja o médico, dentre outros profissionais prescritores, em ações de conscientização do paciente e a prescrição adequada, o enfermeiro na utilização correta dos medicamentos e mitigação de erros na sua administração e o farmacêutico atuando para um melhor gerenciamento do uso dos medicamentos, da prescrição de medicamentos isentos de receituário, da orientação para seu uso correto bem como na conscientização da população para o seu uso racional.

Assessoria

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