China é acusada por fornecer financiamento de US$ 15 bilhões para o desmatamento no mundo

Bancos ligados ao Partido Comunista da China (PCCh) estão sendo acusados de ter fornecido financiamentos no valor de US$ 15 bilhões para o desmatamento no mundo. Segundo o relatório analisado pela Forests & Finance e divulgado nesta terça-feira (4) pelo jornal Financial Times, os dados analisados são de janeiro de 2016 a abril de 2020.

O desmatamento ocorria por meio da verba disponibilizada, que, por sua vez, financiava empréstimos e serviços de subscrição para empresas que comercializavam commodities ligadas ao desmatamento ilegal no sudeste da Ásia, Brasil e África.

O relatório vai de encontro com a declaração do líder ditador do PCCh, Xi Jinping, que garantiu que iria neutralizar, até 2026, as emissões de carbono para combater as mudanças climáticas.

Segundo a pesquisa da Forests & Finance, o comércio de commodities financiado pelo PCCh chegou a ser responsável por cerca de dois quintos do desmatamento global.

O relatório apontou ainda que a ação chinesa contribuiu com cerca de 5% das emissões anuais de gases de efeito estufa, considerando como consequência do desmatamento.

“As grandes economias mundiais falam muito sobre a ação climática, mas continuam a fechar os olhos para seus próprios bancos que financiam o desmatamento tropical”, disse Tom Picken, diretor da Forests & Finance.

Segundo Picken, o objetivo da pesquisa era apontar o enorme fluxo de financiamento dos bancos do PCCh, que ficava abaixo dos padrões de “financiamento verde”, e pressioná-los a adotar medidas mais rígidas, para evitar o financiamento do desmatamento pelo mundo.

“Existem atualmente poucas implicações para os bancos que estão financiando, mesmo sabendo, o desmatamento ilegal no exterior”, completou o diretor da Forests & Finance.

Atualmente, as entidades financeiras ligadas ao PCCh são os segundos maiores financiadores de commodities envolvidas no desmatamento da floresta tropical. As entidades chinesas envolvidas na comercialização de celulose e papel, óleo de palma, soja, borracha e madeira operam principalmente fora do país comunista e geralmente são financiadas por bancos chineses.

Conforme um relatório divulgado em 2020 pelo Banco de Compensações Internacionais, o PCCh, por meio de seus bancos, tornou-se o maior credor internacional para cerca de metade das economias emergentes e em desenvolvimento em todo o mundo. O relatório apontou, ainda, que a atividade de empréstimo “está fortemente correlacionada com o comércio”.

 

TERÇA LIVRE

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