Paulo Corrêa recebe representante do GAL/MS e hipoteca apoio a laringectomizados do Estado

O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, recebeu na tarde de ontem, 9, em seu gabinete, o jornalista Jota Menon, representante do Grupo de Acolhimento aos Laringectomizados em Mato Grosso do Sul – GAL/MS -, braço da Associação de Câncer Boca e Garganta – ACBG -, entidade nacional que luta pelos direitos dos laringectomizados brasileiros.

Na audiência, o presidente da Assembleia Legislativa ouviu do jornalista, que é laringectomizado, as principais dificuldades que enfrentam os sul-mato-grossenses que enfrentam a luta contra o câncer de boca e garganta depois de passarem pela cirurgia de laringectomia total com esvaziamento cervical.

Entre as principais lutas está a obtenção dos insumos indispensáveis para a saúde e uma melhor qualidade de vida como prótese fonatória, laringe eletrônica, adesivos e filtros de ar (narizes artificiais). Segundo relatou o representante do GAL/MS ao presidente do Legislativo Estadual, o Mato Grosso do Sul é um dos poucos estados brasileiros onde os laringectomizados não são atendidos pelos hospitais Unacon credenciados pelo SUS com a oferta desses insumos.

Um dos homens públicos mais identificados com a luta pelo tratamento precoce dos cânceres de mama, colo uterino e de próstata e participante ativo das campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, Paulo Corrêa afirmou se solidarizou com os laringectomizados e se comprometeu a trabalhar no sentido de sensibilizar as autoridades da Secretaria Estadual de Saúde para que o Estado passe a fornecer os insumos essenciais para os doentes de câncer de boca e garganta que passam pela delicada cirurgia.
Entre as sequelas que a cirurgia provoca, uma das mais sérias é o desvio das vias aéreas do paciente das narinas e boca para um orifício aberto no pescoço, abaixo do queixo (chamado estoma, daí os termos traqueostomizados e laringectomizados). Portanto, os insumos mais urgentes reclamados pelos laringectomizados são os adesivos e os filtros que protegem o estoma.

Atualmente, segundo relato do jornalista Jota Menon, centenas de pacientes laringectomizados circulam por Campo Grande com o estoma aberto por não terem condições de adquirir os filtros e os adesivos. Isso sem contar que, ao terem a laringe extirpada na cirurgia, os pacientes saem dos centros cirúrgicos literalmente mudos, dependendo de laringes eletrônicas ou de próteses fonatórias para a reabilitação da voz.

Esses pacientes que andam com o estoma aberto ao tempo e ao vento são os que mais sofrem para se comunicar, pois, desprovidos de qualquer modalidade de voz, só podem se comunicar com familiares e amigos por meio da escrita e por mímica.
“A visita do Jota Menon, meu amigo de muitos anos, me sensibilizou e fiz com ele o compromisso de vestir a camisa da causa dos laringectomizados de Mato Grosso do Sul” afirmou o presidente da Assembleia Legislativa que também se comprometeu a discutir com os demais parlamentares a possibilidade de apresentação de um projeto de lei incluindo os laringectomizados na lista prioritária de vacinação contra a Covid-19, uma vez que, com a comorbidade do câncer, eles são de alto grau de risco de serem infectados pelo Novo Coronavírus e caso cheguem a adoecer da Covid-19 suas chances de recuperação são as menores dentre os grupos de risco.

O jornalista Jota Menon, ao deixar o gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, afirmou que retornava para seus afazeres feliz por levar a confiança de que, finalmente, os laringectomizados de Mato Grosso do Sul terão voz no Estado.
Assessoria

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