anuncio
Comércio Noturno de Maracaju pede socorro à Câmara Municipal

Desesperados com a medida arbitrária imposta, representantes do comércio noturno, enviaram carta pedindo uma reunião com os vereadores onde pediam a intervenção junto ao Governo do Estado ou uma alternativa para a situação.

Uma das medidas impostas foi o toque de recolher, que começa a ter validade neste domingo (14), em todos os municípios, com prazo de 15 dias podendo ser estendido; onde proíbe a circulação de pessoas e abertura do comércio noturno das 20h até as 5h da manhã.

De acordo com os empresários, o comércio noturno foi o que mais sofreu com a pandemia e caso se mantenha o toque de recolher decretado pelo Estado, muitos vão falir e demitir funcionários.

A reunião aconteceu na manhã desta quinta-feira, depois de muita discussão, a reunião pouco gerou de soluções, a não ser para os comerciantes desabafarem a situação e crise que eles atravessam.

Agnaldo Lisboa representando o comércio noturno falou ao Plantão Regional e disse que este é o último grito de socorro da classe:

 

“Já tem empresas fechando, o meu comércio também não vai aguentar, pagamos impostos, aluguel … a conta não fecha mais, estamos sacrificando a família e os colaboradores, que ficam dias para poder receber [….] Vamos começar a dispensar, já passamos por isso, agora não tem mais o que fazer, tem famílias que dependem disso, sacrificam as empresas do [comércio] noturno, o vírus não anda só a noite, precisamos da colaboração de todos, prevemos caos. Vereadores, prefeito, não podem fazer nada, é a justiça que manda, esperamos um acordo, se não é o fim” disse Agnaldo.

 

Alessandre Vieira, procurador jurídico, em entrevista ao Plantão Regional disse que pouco pode ser feito

“pedir uma flexibilização junto ao Governo do Estado, por vias políticas, ou então fazer uma reunião com a Câmara e ministério público, só que existe uma hierarquia, o governo do Estado está acima, sem que o Estado altere ou flexibilize, a situação vai vai ser difícil, pois terá que cumprir”, disse Dr. Alessandre.

Presidente Fernandes Cristaldo da ASSEMA (Associação Empresarial de Maracaju) no fim da reunião comentou

“Saímos no prejuízo, isso desde ano passado o comércio no prejuízo o noturno muito pior, tem que parar o discurso político e buscar a coisa clara, precisamos unir força e pedir a mudança do decreto, ou então de nada adianta as reuniões, o Estado que tem o poder, só ele pode mudar”, concluiu Cristaldo.

Para presidente da Câmara, vereador Robert Ziemann a Câmara sempre esteve atuante:

” Recebemos a carta aberta onde todos os vereadores assinaram, a gente sabe da dificuldade dos comerciantes […] e da importância de se manter aberto, somos favorável a isso. Mas, precisamos ter responsabilidade com a saúde, não existe mais leito hospitalar, ouvimos a demanda, e não queremos politizar as ações queremos soluções, vamos procurar a Assembleia e o Governo do Estado, mas precisamos também zelar pela vida, ouvimos eles, entendemos, e acreditamos na situação, eles querem trabalhar, e nos queremos que trabalhem, mas, precisamos da união de todos”, disse Robert

 

Lockdown e Medidas de Restrição

 

Em uma entrevista concedida ao site americano The Spectator em setembro de 2020, Dr. David Nabarro, o emissário da Organização Mundial da Saúde (OMS) para lidar com a pandemia de Covid19, afirmou categoricamente que “nós, na Organização Mundial da Saúde, não defendemos lockdown como o principal meio de controle desse vírus”, e listou uma série de problemas econômicos causados pelos países que adotaram essa medida para barrar o novo coronavírus. “Basta olhar para o que aconteceu com a indústria do turismo, por exemplo, no Caribe ou no Pacífico, porque as pessoas não estão tirando férias. Veja o que aconteceu aos pequenos agricultores em todo o mundo porque seus mercados foram prejudicados. Veja o que está acontecendo com os níveis de pobreza. Parece que podemos muito bem ter uma duplicação da pobreza mundial no próximo ano. Parece que podemos ter pelo menos uma duplicação da desnutrição infantil porque as crianças não estão recebendo refeições na escola e seus pais, em famílias pobres, não têm condições de pagar”, afirmou.

Depois, concluiu: “E, portanto, realmente apelamos a todos os líderes mundiais: pare de usar o lockdown como seu método de controle primário, desenvolva sistemas melhores para fazê-lo, trabalhe em conjunto e aprenda uns com os outros, mas lembre-se — lockdowns têm apenas uma consequência que você nunca deve diminuir, e isso está tornando as pessoas pobres muito mais pobres.”

Siga nossa página no Instagram: instagram.com/plantaoregional

Siga nossa página no Facebook: fb.com/plantaoregionalms

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.

%d blogueiros gostam disto: