PCC tem exército com 174 bandidos na fronteira

Um exército com pelo menos 174 soldados do crime. Essa era a estrutura do “quartel-general” montado pela facção brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) na linha internacional entre as cidades-gêmeas Pedro Juan Caballero no Paraguai e Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

As informações, reveladas nesta terça-feira (26) pelo portal Uol, fazem parte das investigações da Operação Exílio, deflagrada pela Polícia Federal brasileira em junho do ano passado e que levou à prisão do então líder do PCC na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul, Giovanni Barbosa da Silva, 29.

Na linha internacional, Giovanni recebeu o apelido de “Bonitão”, mas em São Paulo é conhecido como “Coringa”. Segundo a PF, a maioria dos bandidos do QG da facção na fronteira veio do Estado paulista.

Giovanni operava no completo anonimato na fronteira. Sua presença como nova liderança do PCC nas duas cidades só veio a público após a chacina de quatro homens ligados ao cartel liderado por Fahd Jamil, o “Fuad”, no final de novembro.

No dia 30 daquele mês, o Campo Grande News revelou que Giovanni teria sido contra a execução dos quatro homens de Fuad, mas foi voto vencido no chamado “tribunal do crime” e todos foram mortos por desavenças entre as quadrilhas.

Conforme o colunista do Uol Josmar Jozino, especialista em cobrir a facção paulista, no celular do bandido Edimar da Silva Santana, o “Arqueiro”, preso pela PF em Ponta Porã na operação do ano passado, havia um arquivo denominado “Levantamento dos irmãos do Paraguai”. O cadastro tinha os nomes dos 174 bandidos do PCC presentes na fronteira.

O primeiro da lista era exatamente Giovanni Barbos da Silva, identificado no arquivo no “Bonitão”. Em seguida apareciam os apelidos “Arqueiro”, “Jhony” e “Japa”.

Giovanni Barbosa da Silva foi preso com outros dois bandidos da facção na noite de 9 deste mês em Pedro Juan Caballero. Eles estavam em uma caminhonete blindada armados com pistolas e um fuzil.

Horas mais tarde, pelo menos 40 bandidos tentaram resgatá-lo da sede do departamento de investigações, mas o plano fracassou e “Bonitão” foi expulso do país vizinho no dia seguinte. Entregue à Polícia Federal brasileira, atualmente está no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

O Ministério Público do Paraguai investiga denúncia de que os policiais que prenderam “Bonitão” pediram 1 milhão de dólares para soltá-lo. Metade do valor já teria sido paga quando houve o desentendimento que terminou na troca de tiros entre policiais e bandidos.

A maioria do “exército” da facção continua presente na fronteira, segundo fontes policiais ouvidas pelo Campo Grande News. Ainda é desconhecido o nome do sucessor de Giovanni na liderança regional.

Campo Grande News

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