Futebol: deu a lógica, times do MS eliminados na primeira partida da Copa Verde

Dois jogos e duas esperanças, mas no fim vieram duas goleadas e dois vexames. Mais uma vez o futebol sul-mato-grossense empacou diante de equipes de outros estados e conseguiu a proeza de duas eliminações simultâneas, com goleadas para serem lembradas por bastante tempo – o placar somados das jogos foi de 11 a 0.

Tanto o time do Águia Negra quanto o do Aquidauanense jogaram fora de casa nesta quarta-feira (20) a primeira rodada da Copa Verde 2020, torneio eliminatório jogado em uma só partida por fase, devido a crise da covid-19.

Ambos os clubes entraram na disputa com equipes ‘remendadas’ e sem força total, sendo que uma eliminação já era esperada. Contudo, a forma como tudo aconteceu reacende ao debate velhos problemas estruturais do futebol local – entre eles a permanência por décadas de Francisco Cezário à frente da Federação de Futebol.
O maior vexame de todos nesta quarta-feira veio de Aparecida de Goiânia (GO), onde o Aquidauanense, comandando pelo treinador Mauro Marino, sofreu uma goleada história por 7 a 0. Os gols dos donos da casa foram marcados por Édipo, Erick Bessa, Washington, Cardoso e Uederson, além de Alex Henrique, que balançou às redes duas vezes.

Já em Sinop, no norte do Mato Grosso, o atual campeão sul-mato-grossense caiu diante do Sinop por 4 a 0, sendo os gols do jogo marcados por Augusto, Ednaldo, Cristian e Marlon. os duelos de hoje praticamente fecharam a temporada 2020 no Estado.

O futuro – Agora, falta apenas a segunda divisão estadual para encerrar o calendário de 2020 em solo sul-mato-grossense. O torneio vai acontecer em menos de um mês e em apenas cinco rodadas, definindo os quatro times que vão subir para a Série A de 2021. Detalhe: a competição conta com cinco equipes.

Os participantes são União, Coxim, DAC, Novo e Três Lagoas. A previsão é que a bola role no dia 10 de fevereiro e esteja encerrado até o dia 24 do mesmo mês. Quatro dias depois, se inicia a Série A do Estadual, já relativo a temporada 2021, e um dos times da Série B deve encarar o Comercial na estreia.

Contudo, como já diz o ditado, o futuro é incerto. Na sexta-feira (22), a partir das 14h, será realizada uma assembleia entre os clubes da Série A para discutir o adiamento de várias partidas para abril. O pedido de adiamento partiu do Operário, que usa a vacinação contra a covid-19 como justificativa para tal.
Horas antes, pela manhã, os dirigentes vão se reunir com a Fundesporte para definir os critérios e valores que devem ser repassados aos clubes para custear hospedagem e alimentação na véspera dos jogos do Estadual, além de pagamento de arbitragem.

Queda livre – Os problemas em campo no futebol de Mato Grosso do Sul são claros e, na busca de soluções, muitos apelam ao imediatismo e clamam pela mudança no comando da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul). A lógica até faz sentido, mas, fica o questionamento: o que fazer depois do ‘big bang’?

Com ou sem Cezário à frente da entidade-mór do esporte mais popular do mundo em Mato Grosso do Sul, o trabalho será árduo para recuperar a queda livre ao qual o futebol entrou, principalmente, na última década.

Uma delas é a queda no ranking oficial da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que utiliza as campanhas dos clubes de cada estado como critério de definição de vagas em competições nacionais. No caso da Série D, hoje Mato Grosso do Sul possui duas vagas, uma direta na fase de grupos e outra em mata-mata preliminar.

Já na Copa do Brasil, competição mais cobiçada pelos pequenos clubes do Brasil – já que apenas por entrar em campo na primeira fase se recebe meio milhão de reais, podendo dobrar a quantia com classificação para a fase seguinte, e assim por diante – a situação é mais crítica e complicada de se resolver.

Neste ano Mato Grosso do Sul perdeu a segunda vaga na competição para o Espírito Santo, que vem fazendo melhores campanhas na Série D. Assim, apenas o campeão estadual vai ao torneio a partir de 2021. Além disso, com apenas um representante, somar pontos e subir no ranking fica mais difícil do que com dois.
Das 27 federações, Mato Grosso do Sul figura em 23º atualmente, muito longe de seu rival do norte, o Mato Grosso – que tem retrospecto negativo contra o MS na Série D, mas viu Luverdense e Cuiabá alavancarem sua pontuação nessa década, chegando a três vagas na Copa do Brasil – ou seja, o triplo do vizinho do sul.

A tendência é que o número de vagas fique ainda maior daqui em diante, já que o Cuiabá precisa de apenas um ponto, de seis que ainda vai disputar, para subir à Série A do Brasileirão de 2021 – parte da história do clube e ‘segredos do sucesso’ já foram contadas em matéria aqui mesmo no Campo Grande News.

Para o torcedor sul-mato-grossense, resta algumas opções: se envolver mais com a política de seu clube local e buscar ali as mudanças – inclusive nos votos para o comando do futebol – é uma delas. A outra é seguir reclamando do sofá de casa e vendo o sucesso de clubes paulistas, goianos, e agora até do Mato Grosso.

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