Ferroeste que ligará Maracaju ao Porto de Paranaguá terá impacto positivo em área com 13 milhões de pessoas e PIB de R$ 380 bilhões.

Em reunião virtual realizada na manhã desta sexta-feira (15), com participação de integrantes dos governos de Mato Grosso do Sul, Paraná e autoridades federais, foram apresentados mais dados do EVTEA-J (Estudo de Viabilidade Técnico-Operacional, Econômico-Financeiro, Ambiental e Jurídico) da Nova Ferroeste – a ferrovia que ligará Maracaju ao porto de Paranaguá (PR). Um dado importante é a área de impacto direto da obra. Serão afetados positivamente 470 municípios dos três estados onde vivem 13,6 milhões de pessoas e com PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 380 bilhões.

“Nessa reunião foi apresentada a evolução do projeto, como demanda e custos de transporte, expectativa de carga, área de abrangência. A partir da próxima semana as equipes começam a ir a campo fazer os estudos ambientais em Mato Grosso do Sul. De todos os produtos, a soja é o mais importante”, frisou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck.

Com início em Maracaju, um dos principais municípios agrícolas do Estado, a Ferroeste viabiliza o escoamento de 70% da safra de grãos de Mato Grosso do Sul rumo ao Porto de Paranaguá com destino à exportação. Outra região grande agrícola importante – o Bolsão – já é servida pela Ferronorte, ferrovia que liga Rondonópolis (MT) a Santa Fé do Sul (SP) e se conecta à Malha Paulista, acessando o Porto de Santos (SP).

Também foi apresentado nessa reunião a sugestão de traçado da Ferroeste, com detalhamento em cada município. Para facilitar o licenciamento ambiental, a ferrovia desvia de cabeceiras de rios, áreas indígenas e quilombolas. Verruck entende que os estudos de viabilidade estão evoluindo rapidamente e o projeto, no todo, avança dentro do que estava previsto.

A reunião contou com a participação de técnicos da SPPI (Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos) e do Ministério da Infraestrutura, da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e dos governos de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Publicado por: João Prestes

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